Chegou!

Tabu – Dana

base_cddEm abril (acho), o Edu Costa, um querido amigo dos grupos sobre perfumes do Facebook, postou sua relação de amor e ódio com o Tabu; o que fez com que eu levantasse a orelha (tipo cachorro quando percebe que algo/alguém se aproxima, sabem?). No mesmo período, “coincidentemente” (beijo, Jung e sua sincronicidade! – se bem que podem ter sido os algoritmos do Zuckerberg…), eu acabei me deparando com outros textos e resenhas, e coloquei o Tabu sob meu radar. Mais recentemente, a Helen Augusto, uma pessoa que tenho em alta conta, deu uma verdadeira aula falando sobre esse perfume – acho que não intentar vender algo produz opiniões com maior assertividade e precisão. E aí não teve jeito, comprei!

Como o Edu havia lançado dúvida sobre o potencial “bombástico” da versão que é comercializada aqui no Brasil, eu acabei pegando um de origem estadunidense.

Não sei se vou conseguir usar esse perfume! E isso não tem nada a ver com o “fato” de ele ser uma fragrância feminina. Se bem que… comparado a uns masculinos que andam presos nos armários por aí, hoje em dia, Tabu é praticamente o Chuck Norris vestido de mulher para algum esquete do programa Os Trabalhões, nos tempos de ouro da década de 1970 – Didi interpretando Teresinha para a música homônima de Chico Buarque, e com a espetacular voz de Maria Bethânia, é impagável!

Poxa vida, eu tô impactado com essas duas borrifadas que dei no dorso da minha mão! Porque mais do que sentir notas de uma fragrância, eu tô sentindo o cheiro de um lugar da minha infância! Um devajù inacreditável (olha Jung aí, de novo!).

Já disse algumas vezes, pra alguns colegas dos grupos de Facebook, que meu pai era político, no interior de MG, onde nasci, e eu o acompanhava em suas campanhas políticas. Fossem em fazendas ou em puteiros… Na verdade, um puteiro especificamente! E esse perfume tá me levando pra lá!

É o cheiro de veludo velho dos estofados, das rosas nos vasos em arranjos absolutamente cafonas, mas com alguma aura Belle Époque. É o cheiro de jasmim escorrendo pelo colo suado das solícitas e gentis moças que com os dedos bagunçavam o meu cabelo, fazendo gracejos; o cheiro não tão agradável dos fazendeiros que chegavam furtivos pela porta dos fundos da imensa casa cor de rosa queimada, e pesadas cortinas escuras, mas sorridentes ao (re)encontrar o meu pai, o cheiro da cadeira de balanço com capa de couro de vaca, ou algum animal de pelo curto…

Um cheiro que eu não entendia, mas que já gostava!

Só pra finalizar, sobre o não saber se vou conseguir usar o Tabu, acho que eu não tenho maturidade pra usar um perfume com um cheiro (maravilhoso) de “casa de tolerância” (sempre quis usar essa expressão), sem ficar pensando em put… hmmm, como eu poderia dizer… libertinagens o tempo todo!

2 comentários em “Tabu – Dana

  1. Olá Esper! Esse perfume também me faz viajar no tempo, mas precisamente em 1995, quando comecei a trabalhar numa loja de departamento, e o Tabu era muito vendido. Mas ele ainda era bem encorpado, forte, até a cor era parecida com esse que você postou! Nunca consegui usá-lo, mas ele tem uma história linda na perfumaria… Abraços!!

    Curtido por 1 pessoa

    1. É isso, Hildebrando! Independentemente de a gente conseguir usar, ou até mesmo de gostar dele, havemos de reconhecer se tratar de uma obra de arte! E quando a gente contextualiza com a história dele, fica ainda mais bonito! Muito obrigado por seu comentário!

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s